sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

E o tricampeonato do Alonso?

O espanhol Fernando Alonso foi campeão mundial de Fórmula 1 nos anos de 2005 e 2006, acumulou 32 vitórias, 97 pódios, 22 polepositions e 23 voltas mais rápidas, são números de causar inveja em muitos pilotos. Apesar dessa aparência de sucesso e realização causada pelos números apresentados, sabe-se que mesmo 12 temporadas após seu último título, o espanhol ainda espera conquistar seu terceiro campeonato. E quantas vezes esse tri bateu na trave!  O espanhol ficou em 3° na temporada de 2007 (e apenas 2 pontos atrás do campeão Kimi Raikkonen) e foi vice-campeão nas temporadas de 2010, 2012 e 2013, tendo sempre Sebastian Vettel como mártir imbatível para atingir suas conquistas.
Apesar desses azares, nessa época sempre Alonso foi bem visto como um piloto respeitado e temido pelo grid, sempre brigando pela ponta e em equipes com um alto desempenho. Porém, alguns dados que serão mostrados aqui vão mostrar como faz tempo que a passagem de Alonso na F1 tem se tornado infelizmente cada vez mais baixa com o passar dos anos.



A última vitória de Alonso: 


A última vitória de Fernando Alonso até hoje foi em seu país natal, no GP da Espanha de 2013, já se passaram quase 5 anos. Neste tempo o espanhol ainda era piloto da Ferrari e vinha disputando a liderança do campeonato com Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen. Nesta corrida vencida pelo espanhol, Raikkonen foi o 2° e Felipe Massa o 3°.




A última poleposition de Alonso: 

A última vez que o piloto espanhol largou da 1° posição em um corrida foi no GP da Alemanha de 2012, corrida que também foi vencida por ele. Na época Alonso brigava pelo título da temporada e era líder com 154 pontos. 

Fernando Alonso (1°), Jenson Button (2°) e Sebastian Vettel (3°) naquela corrida.


O último pódio de Alonso: 

Foi na temporada 2014, lá se vão quase 4 anos. Alonso chegou ao pódio no GP da Hungria, após largar em 5° com sua Ferrari. Este GP foi muito conturbado pelo clima, acidentes, entrada de safety car e diversas trocas de posições, e Alonso fez uma grande corrida se mantendo fora desses problemas e assegurando um 2° lugar ao final numa prova vencida por Daniel Ricciardo e com Lewis Hamilton em 3°



O que teve de bom no período McLaren-Honda?

Como já muitos sabem, a parceria entre a McLaren e a Honda entre 2015 e 2017 foi um grande fracasso perto das expectativas para o mesmo. Muitos problemas de confiabilidade e rendimento trouxeram resultados péssimos e recordes negativos para a equipe. Fernando Alonso fez parte de todo esse processo, chegou na equipe no início de 2015 junto com a chegada da Honda. As expectativas eram grandes, mas o fracasso foi evidente logo. O ponto mais alto de Alonso na temporada foi aquele famoso rádio em que o espanhol dizia muito irritado com a situação de seu motor: ''GP2 engine, GP2 engine''.

Deixando um pouco de lado esses problemas e fracassos que fizeram Fernando vítima de estar disputando posições no fim do grid, podemos citar alguns pontos altos desse período:

-5° lugar no GP da Hungria de 2015
-5° lugar no GP de Mônaco de 2016
-Volta mais rápida do GP da Itália de 2016
-P1 no Q1 no GP da Grã Bretanha de 2017 (foto abaixo)
-6° lugar no GP da Hungria de 2017
-Volta mais rápida no GP da Hungria de 2017

Tudo isso ainda pode ser considerado muito pouco se levarmos em consideração outras fases da carreira de Fernando Alonso. 





McLaren-Renault, esperança?

Após o fim da problemática parceria entre McLaren e Honda, a equipe anunciou uma parceria de fornecimento de motores para 2018 com a Renault, o que significa visíveis mudanças para o time na temporada que está por vir. 
Se o maior problema da McLaren era visivelmente o motor, talvez esteja na parceria com a Renault a solução para lhes trazer competitividade. Para muitos, a decisão de trazer a Renault para a equipe foi influenciada por Alonso.
Sendo bem realista, se Alonso e a McLaren conseguirem ter confiabilidade e ritmo de prova para sempre brigarem por pontos e quem sabe até um pódio, já será uma grande evolução em relação às temporadas passadas. A equipe assim como Fernando, têm muita história para estarem onde estão atualmente. Para 2019, talvez possamos ver esse projeto mais concretizado, e quem sabe uma disputa mais pela ponta.



Ainda há motivos para acreditar:

Em muitos momentos de sua carreira, Alonso foi o piloto certo para o título, mas não esteve na equipe certa e na hora certa. Mesmo com 36 anos, o espanhol ainda se mantém em alto nível e pode sim disputar um título se estiver com um carro em condições. É esperado que Alonso permaneça por ainda 3 ou 4 temporadas na F1. 
Ainda dá tempo de correr atrás e dar a volta por cima após tantos anos tentando. É difícil de crer que 2018 será um ano vitorioso para o espanhol, mas pode ser um ano de evolução e de renascimento de um espírito vitorioso que na verdade nunca morreu, só esteve literalmente escondido no fim do grid. 

Fernando Alonso no momento mais alto de sua carreira. 

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Williams e seu dilema por um piloto em 2018.

Olá amigos do Curva a Curva! 
Eu, João Vítor Dieter depois de muito tempo volto a este espaço para lhes escrever um pouco sobre o que tenho pensado e visto em relação a um tema que tem causado muitos debates e comentários entre os fãs da F1 nos últimos meses. Quem será o tal do piloto da Williams em 2018?
Como todos sabem, Felipe Massa anunciou sua aposentadoria da categoria logo após o GP do México do ano passado, então logo abriu-se uma vaga para a temporada 2018 na equipe. Além disso, o canadense Lance Stroll já tinha seu assento garantido para 2018 há um bom tempo.


Hoje mesmo, dia 10/01, um dos possíveis pilotos há assumir essa vaga da Williams já pode ser considerado carta fora do jogo, este piloto é Daniil Kvyat. O russo foi anunciado pela Ferrari como piloto de testes e desenvolvimento para 2018. 
Então quem ainda pode ter chance ter assumir essa vaga aberta do time de Wantage? Bem, é o que vamos analisar agora. 

Sergey Sirotkin: 

O russo Sergey Sirotkin vem sendo o mais cotado para assumir essa vaga segundo a imprensa internacional. Sirotkin já tem uma certa experiência com os atuais carros da F1, pois foi piloto de testes da Sauber em 2014 e da Renault em 2016 e 2017, pilotou em alguns treinos livres e também da pré-temporada. O russo tem 22 anos e passagens pela Fórmula Renault 3.5, GP2 (atual Fórmula 2) e também passagem pelas 24 horas de Le Mans no ano passado. De todos os possíveis pilotos que assumirão um cockpit da Williams na seguinte temporada, ele é o mais bem cotado.



Pascal Wehrlein: 

O alemão Pascal Wehrlein tem experiencias já na F1 através de seus testes pela Force India e Mercedes e suas passagens como piloto titular pela Manor em 2016 e pela Sauber em 2017. Wehrlein demonstrou um desempenho consistente pelas equipes que passou, tendo resultados superiores aos de seus companheiros de equipe em ambas temporadas. Além disso, Pascal foi campeão da DTM em 2015 e tem passagem pela Fórmula 3 Euro Series. 
Wehrlein está fora da Sauber para 2018 e tem na Williams sua única esperança de ter uma vaga na temporada que começa em março. 
A única ligação que Wehrlein pode ter com a Williams é a relação do time inglês com a Mercedes, que lhes fornece motores. Além disso, Wehrlein tem uma forte ligação com a montadora alemã há anos. 



Robert Kubica: 

Talvez essa seja a maior incógnita envolvendo a temporada 2018 até agora. Será que o polonês Robert Kubica poderia assumir um cockpit de F1 para disputar em alto nível uma temporada?
Kubica fez sua última participação na F1 em 2010, e ficou impossibilitado durante anos de guiar em alto nível devido a um acidente em um rally que o tirou da temporada de 2011 e nos anos seguintes o afastou de chances de voltar à categoria. 
Porém, em 2016 voltou a ter vínculos com a F1 através da Renault, que lhe deu chances de voltar pelo menos ao mundo da F1. Com isso, pilotou carros de F1 como o Renault R31, o Lotus-Renault E20 e o Renault R.S.17 em testes não oficiais durante o ano de 2017. 
O vínculo com a Williams veio nos testes de Abu Dhabi realizados no final de novembro do ano passado. Kubica teve um desempenho consistente, deu centenas de voltas e conseguiu ser mais rápido que o piloto titular da Williams Lance Stroll por cerca de 0.5 seg no teste que participou (não temos informações sobre uso de pneus e ajuste do carro nesses testes, só o tempo de volta talvez não possa ser levado em consideração). 
Apesar desses números positivos, ainda assim fica uma incógnita, pois a Williams não declarou nada há respeito de Robert, porém, se o polonês foi chamado para testar; alguma coisa tem por aí! 

  

O que a equipe tem dito sobre isso?

Por incrível que pareça, a Williams tem se mantido em total silencio sobre tudo isso que está acontecendo. A única informação sobre a temporada de 2018 divulgada pela equipe até agora foi que seu carro já está sendo desenvolvido plenamente. Não houve qualquer relação entre a equipe e esses pilotos citados que aproximaram publicamente de um anúncio de contratação. 
Não podemos deixar de citar, que a Williams tem como pilotos contratados como parte da equipe Paul di Resta, que participou do GP da Hungria de 2017 pelo time e Karun Chandock, que participou das temporadas de 2010 e 2011 da F1. Embora a chance deles saírem desta condição que estão, precisam ser citados.
A Williams terá cerca de um mês ainda para decidir sobre seu futuro piloto. Para nós, fica essa expectativa de ver um nome nome ou um novo velho nome da F1 no grid.