domingo, 31 de janeiro de 2016

Alex Dias Ribeiro: dias de luta, dias de glória.

Nascido em Belo Horizonte, no dia 7 de novembro de 1948 Alex Dias Ribeiro é um ex-piloto brasileiro, começou sua carreira quando mudou-se para Brasília. Foi campeão da Fórmula Ford, disputou corridas na F1 entre 1976 e 1979 ficando famoso por estampar sua fé com a frase ''Jesus saves'' em seus capacetes e carros.




Juventude em Brasília:

Quando ele tinha 8 anos, sua família foi para Brasília, a cidade ainda estava em construção. O pai de Alex era médico, sua mãe era enfermeira, seus pais sonhavam que ele seguisse essa mesma carreira. Mas o menino não era muito ligado nos estudos, ele gostava mesmo de aventuras. Se aventurava tanto que aprendeu a dirigir o carro de seu pai quando ele tinha apenas 10 anos. Porém isso não dava muito certo, pois ele não alcançava os pedais do carro muito bem e com isso bateu o carro de seu pai na porta da garagem.

O início da paixão pela velocidade:

Quando tinha apenas 10 anos, Alex foi assistir uma corrida de carros com seu pai. Ele gostou tanto disso que daquele dia em diante colocou como meta para o futuro ser um piloto de corridas.
A partir daí, Alex treinava em carrinhos de rolimã e bicicleta, mesmo que fosse só de brincadeira.

Carteira de motorista:

Apesar de treinar em motos e carros desde os 14 anos, Alex era um rapaz como qualquer outro, que tinha que esperar ter 18 anos para fazer a carteira de motorista.
Você acha que foi fácil? Bem pelo contrário; ele reprovou no primeiro teste por derrubar os cones!
Por fim, ele separou as pistas das ruas e conseguiu tirar sua habilitação.

O patinho feio:



Quando finalmente Alex conseguiu tirar sua carteira de motorista, seu pai deu-lhe um fusca todo batido, a intenção era que ele e os amigos consertassem o carro. E foi isso que aconteceu, mas ninguém poderia esperar que a ideia deles era de transformar aquele fusquinha num carro de corridas.
O visual desse carro era aparentemente estranho: Os faróis pareciam olhos de gafanhoto, o pára-lamas era bem bizarro e além disso o carro tinha uma enorme asa atrás. Por isso ganhou o apelido de ''patinho feio''.

Os 500 KM de Brasília:



Os 500 KM de Brasília era uma prova famosa nos anos 60 na capital federal. Na edição de 1967 Alex e seus amigos que construíram o patinho feio inscreveram o patinho feio para competir. 
No dia da corrida, Alex era o último no grid de 33 carros, a única meta deles era terminar a prova, pois o patinho feio não demonstrava ser muito competitivo.
Aí que veio a surpresa; o patinho feio era muito melhor do que eles imaginavam....
Por ser um carro leve e mais aerodinâmico, esse carro tinha uma grande vantagem em relação aos outros. Por isso Alex chegou ao fim da prova em 2° lugar de forma surpreendente, isso foi considerado como uma grande vitória para eles!

Carreira a decolar:



Alex Dias Ribeiro foi campeão brasiliense de Kart em 1970 e 1971. No ano seguinte partiu para a Fórmula Ford onde logo na temporada de estreia foi vice-campeão. Em 1973 foi melhor ainda: levou o titulo da categoria e partiu para a Europa disputar a F3 inglesa. 
Chegando na Europa, disputou a F3 por dois anos e foi 3° e 2° lugar respectivamente nessas temporadas.
Em 1975 ele chegou à Fórmula 2, mas foi apenas para disputar uma prova, na Itália. Porém foi só em 1976 que sua carreira internacional decolou de vez! 

Chegando ao ápice da carreira:

Alex Dias Ribeiro no GP dos EUA de 1976.

Em 1976 sua carreira chegaria ao topo do automobilismo mundial; a Fórmula 1. Apesar de ter disputado apenas uma prova da temporada, Alex não podia se sentir mais feliz, pois esse era a realização de mais um sonho em sua carreira. Com suas próprias palavras ele conta como foi: '' Após  muita luta, ali estava um reluzente carro de F1. Foi demais, eu me sentia o cara mais feliz do mundo''. Naquele dia, Alex Dias cruzou a linha de chegada em 12°, completar a prova logo na estreia era motivo para estar feliz!

A 1° (e única) temporada completa na F1:

Alex Dias Ribeiro no GP da Alemanha de 1977.


Um contrato fixo com uma equipe era tudo que ele queria. Foi então que a equipe March o contratou para disputar a temporada de 1977. O começo foi difícil, pois a confiabilidade do carro era ruim. Foi só no GP da Alemanha, já no meio da temporada, que ele foi completar uma prova, isso com um ótimo 8° lugar (hoje em dia ele teria somado 4 pontos!). Ele ainda completou o GP da Holanda (11°), GP dos EUA (15°), GP do Canadá (8°) e GP do Japão (12°). No sistema atual de pontuação, ele teria somado 8 pontos, uma pontuação similar a de Marcus Ericsson.


Um dia de glória, em 1978:



Mesmo sem conseguir uma vaga na F1 aquele ano, Alex não desanimou, por isso foi correr de F2 aquele ano. Na etapa de Nürburgring , ele largava na 2° fila e tudo caminhava para ser um dia bom para ele. E foi mesmo, pois ele venceu aquela corrida de forma brilhante, havia cem mil pessoas no autódromo aquele dia e ele foi o protagonista daquela corrida. Com certeza esse foi um dos melhores dias de sua carreira.

Volta à F1, em 1979:





Após regressar à Fórmula 2 em 1978 e vencer uma corrida, Alex Dias Ribeiro teve a oportunidade de voltar ao cockpit de um F1, dessa vez pela Copersucar. Ele participou do GP dos EUA e do Canadá de 1979, mas infelizmente não largou. Encerrou assim sua participação na F1, com 20 GP's disputados e um 8° lugar como melhor posição final.

Carreira após a F1:

1983 - Volta às pistas disputando o Campeonato Brasileiro de Marcas e Superkart.
1984 - Disputou o Campeonato Brasileiro de Marcas.
1988 - Participou do Campeonato Brasileiro de Fórmula Ford e do Campeonato sul-americano de Fórmula 3.
1992 - Disputou o Campeonato sul-americano de Fórmula 3.
1999/2001 - Piloto do Medical Car da FIA na Fórmula 1 e Fórmula 3000.

Capacete: 

Alex sempre levou as cores brasileiras e sua fé cristã com a frase ''Jesus saves'' (Jesus salva) no seu clássico design de capacete.







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sábado, 30 de janeiro de 2016

O Peraltado: batalhas no mundo digital; dramas no mundo real

Olá pessoal! Sou Eduardo Casola Filho e esta é mais um artigo para a coluna O Peraltado, que retorna de suas férias. Enquanto a Fórmula 1 ainda não volta ao batente para o grande público, resta ao ao bom e velho torcedor cabeça de gasolina encontrar outro hobby por aí.

Claro, assistir corridas antigas, jogar um game, ler livros, viajar, entre outras coisas, sempre estão no nosso cartel durante o período de ócio. No entanto, uma ou outra atividade diferente pode ser adotada nesse período.

Bom, contando um pouco sobre mim, digo que nesse período sem automobilismo, reencontrei-me com uma velha paixão da infância/adolescência, lá no começo dos anos 2000, que estava adormecida nos últimos anos, mas que, com eventos recentes, voltou a tona. Como um nerd de longa data, claro que falo dos monstros digitais, da série de games, mangás e animes Digimon!



A série é conhecida mundialmente pela rivalidade comercial com Pokemon, mas ela possui sua personalidade própria, contando com um universo de eventos e acontecimentos bem interessantes, reunindo uma grande base fãs mundo afora. (e que se comportam de forma muito similar a fãs de automobilismo, pelo menos nas contendas das mídias sociais, pelo que vejo por aí)

Apesar da grande variedade de produtos, os animes são a grande vedete da série. Os desenhos animados possuem um alcance maior. Ao todo, sete temporadas foram lançadas, geralmente com histórias paralelas, mas que trazem algumas ligações ocultas, como se fossem nos filmes de Quentin Tarantino, por exemplo. (embora os games e os mangás tragam mais detalhes sobre essas ligações)

Digimon Adventure


Dentre os animes, o mais popular e aclamado, de um modo geral, é do a saga Adventure, que são as duas primeiras temporadas da série (em especial a primeira). Foi aquela que estreou na Rede Globo em 3 de Julho de 2000, na época ainda boa para a programação infantil na TV aberta e que tinha Angélica cantando e passando vergonha com o tema tupiniquim. Deixo também a versão original, que, de fato, é melhor.








Bom, até agora você deve estar enfadado com esse papo de otaku e está prestes a fechar este texto, pois esperava ler algo sobre corrida e não sobre desenho japonês, certo? Bom, agora vou explicar qual a relação que encontrei entre estes dois universos tão distintos.

A história de Digimon Adventure começa em 1º de agosto de 1999, quando um grupo de sete crianças é sugado para um lugar inóspito, cheio de criaturas bizarras, os tais digimons. Algumas dessas criaturas logo se tornam seus parceiros e os ajudam em batalhas contra seres perversos que querem tocar o terror no Mundo Digital (ou Digimundo, se preferir) e no mundo real.

A aventura daquelas crianças segue por dias, mas, por questão de distorções no tempo-espaço o tempo passa mais rápido no Digimundo. Eles conseguem voltar ao Japão ainda no mesmo dia 1º de agosto de 1999, embora este não tenha sido o fim da missão deles, pois muita coisa acontece depois.

A data em questão era um calmo domingo daquele ano agitado, às vésperas do novo milênio que viria. Enquanto aquela molecada nipônica estava diante de eventos que mudariam sua vida para sempre, a 9 mil quilômetros de lá, mais precisamente no coração da Floresta Negra alemã, o circo da Fórmula 1 estava armado para mais uma etapa do seu campeonato mundial. Ufa, cheguei lá!

Ué, cadê o Schumi?

A temporada de 1999 estava bem empolgante, com muitas disputas e resultados surpreendentes. Infelizmente, um baque enorme atingiu a categoria: o acidente de Michael Schumacher no GP da Inglaterra, Silverstone, causou o afastamento do alemão por contra da fratura nas pernas.

Apesar disso, a torcida compareceu em bom número no autódromo de Hockenheim, uma parte para apoiar os seus patrícios, em especial Heinz-Harald Frentzen, que estava em bom momento na carreira, mas uma boa parte estava lá pela Ferrari mesmo.

Quem estava disposto a estragar aquela festa era Mika Hakkinen. O finlandês era o atual campeão e liderava o campeonato, mas vinha em uma sequência ruim de resultados. A pole era o desejo de mostrar que estava disposto a se redimir.

Na largada, Hakkinen já disparou na ponta, mas quem roubava a cena era o seu xará e compatriota Mika Salo, que pulava de quarto para segundo.O outro finlandês estava em sua segunda corrida na casa de Maranello em substituição a Schumi e esta era a sua grande chance na careira após passagens por Lotus, Tyrrell, (ambas em estado terminal) Arrows e BAR.

Após o safety-car causado por Jacques Villeneuve, que obliterou a Sauber de Pedro Paulo Diniz, a corrida retomou seu ritmo normal, com Hakkinen abrindo vantagem e Salo se defendendo de David Coulthard, disposto a colocar o 1-2 da McLaren.

Mas o escocês foi afobado e numa tentativa de ultrapassagem tocou a Ferrari do finlandês, quebrando a asa dianteira, o que levou a uma parada extra e a voltar para o fim do pelotão.


A corrida seguiu sem mudanças nas primeiras posições, mas com várias quebras ao longo da prova, além dos pegas no pelotão intermediário, especialmente por Coulthard que remava para se recuperar.

Quando a sequência de paradas começou, a situação da McLaren se complicou. O trabalho nos pits com Hakkinen foi um completo desastre, com intermináveis 24 segundos nos boxes. Com isso, Salo pulou para a ponta, seguido pelo companheiro de equipe Eddie Irvine. Festa vermelha na Alemanha.

A Estaberria de Maranello resolveu se mexer pensando no campeonato. Como Irvine era a última cartada da equipe italiana para sair da fila de títulos naquele ano, a cúpula ferrarista mandou Salo abrir passagem para o companheiro, O finlandês abria mão da sua única chance de vitória na carreira, mas era o campeonato em jogo.

Carro de Hakkinen após o acidente. O bólido está exposto no Museu da Ciência de Londres

Hakkinen acelerava forte para brigar com as Ferrari e voltar à ponta, mas o finlandês tomaria um susto quase tão grande quanto aquelas crianças tomaram no desenho. O pneu traseiro direito arrebentou antes da curva de entrada do trecho do estádio e a McLaren desgovernada rodopiou e bateu de frente na barreira de pneus, lembrando um pouco o acidente que vitimou Schumacher. Por sorte, o finlandês saiu inteiro e ficou só no susto.

Daí por diante, bastou a dupla ferrarista administrar a dobradinha, para a festa local. Os torcedores para pilotos locais também ficaram satisfeitos com Frentzen no pódio, seguido por Ralf Schumacher. Os dois últimos lugares nos pontos foram bem disputados e terminaram com Coulthard em quinto e Olivier Panis em sexto.

Melhores momentos da corrida:


Com o resultado, Irvine pulava para a liderança do campeonato, com oito pontos de vantagem para Hakkinen. O campeonato seguiu embolado e com reviravoltas, como um livro, um filme, ou mesmo um anime, mas o final acabou sendo feliz para o finlandês, que conquistou seu segundo título na categoria. O ano de 1999 foi inesquecível para muitos. Para geeks e para cabeças de gasolina.

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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Corridas históricas que você deve assistir enquanto a F1 não volta! (Parte 1)

Estamos no fim de Janeiro, já se passaram dois meses sem F1 e ainda falta 1 mês e meio para os carros voltarem oficialmente às pistas. Para quem acompanha a categoria essa época é sempre difícil pois não tem novidades nenhuma muito menos carro na pista. Por isso decidi trazer algumas corridas históricas para vocês assistirem no post de hoje:



GP do Canadá de 2011:




Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
Parte 6
Parte 7
Parte 8
Parte 9
Parte 10
Parte 11
Parte 12
Parte 13
Parte 14
Parte 15
Parte 16
Parte 17


GP da Bélgica de 1998:



Parte 3
Parte 4
Parte 5
Parte 6
Parte 7
Parte 8
Parte 9
Parte 10
Parte 11
Parte 12


GP da Europa de 1993: 




GP da Austrália de 1986: 





GP do Brasil de 1991:












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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

A evolução da Eau Rouge

A Eau Rouge é uma das mais incríveis, icônicas e desafiadoras curvas que os pilotos têm que enfrentar. Essa curva surgiu junto com as estradas rurais da região de Stavelot e Francorchamps no início do século passado. Com o início das competições, o cenário da região e da curva foram mudando através dos tempos. Conheça mais sobre a curva da água vermelha no post de hoje:



1909:

Ainda era só uma estrada de terra na zona rural, mas logo esse terreno se tornaria palco de corridas!





1925:

Infelizmente não achei fotos da Eau Rouge nessa época, mas essa parte é importante ser ressaltada, pois foi a 1° vez em que um Grande Prêmio aconteceu por lá. Também é bom lembrar que essa curva na época era bem mais longa e fechada.




Anos 1930:

Antes do início da Segunda Guerra Mundial, grandes corridas já aconteciam em Spa e nessa época a curva já era no formato que é conhecida atualmente. Só que é notável o quão mais aberta e comprida ela era no fim dos anos 1930.




Anos 1950:

Em 1949, o circuito foi reformado e com isso ganhou traços bem mais modernos. A Eau Rouge também mudou, ficou mais larga e inclinada do que antes.



Anos 1960: 

Cada vez mais larga e inclinada, a Eau Rouge ia mudando para se tornar mais segura. Nos anos 1960 medidas de segurança começaram a ser adotadas em todos os circuitos e a Eau Rouge também passou por essas mudanças.


Anos 1970:

Nos anos 1970 o longo circuito de 14 Km que Spa-Francorchamps tinha já não era mais viável para GP's, por isso a prova só voltou para lá em 1983. Dessa vez com o circuito reduzido para 7 KM e com certeza com a Eau Rouge modificada também! 



Anos 1980:

Após a reforma, a pista e principalmente a Eau Rouge ganharam novos traços. Dessa vez a curva ficou menos ondulada e inclinada, mas também ficou mais fechado por dentro e mais aberta pelo lado de fora do traçado. Guard rails foram implantados dos dois lados da pista. 




Início dos anos 1990:

Pouco mudou, somente uma área de escape maior foi acrescentada.



1994 (exceção):


Como a sombra da morte ainda pairava sobre o mundo da F1, foi tomada uma decisão de que a Eau Rouge tornaria-se uma chicane. Bem, se isso evitou um acidente fatal ou não, nunca saberemos....
Mas que essa foi a única vez que isso aconteceu e que isso também não deu certo é uma certeza absoluta!

Fim dos anos 1990 e início dos anos 2000:

Assim como os carros, os circuitos também se tornaram bem mais seguros nessa época, a Eau Rouge foi novamente modificada. Dessa vez com uma área de escape bem grande e uma parte de grama no lado direito da pista. 



Últimos 10 anos e atualmente:

Praticamente nada mudou do fim dos anos 1990 até hoje. Somente novas zebras e uma área de espace asfáltica na esquerda foram acrescentadas. 







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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

O triste e discreto fim da Brabham.

Famosa por ter sido criada pelo australiano Jack Brabham nos anos 1960, a Brabham ficou conhecida por ser campeã de pilotos e construtores com o próprio fundador ao volante de seus carros. Outros grandes nomes como Graham Hill, Niki Lauda e Nelson Piquet também guiaram pelo time do tri campeão. 
Porém tudo chegou ao fim em 1992, quando a equipe fechou as portas após uma horrível temporada e muitos problemas internos:

1989, o começo do fim:



Após já não ter participado da temporada de 1988 por diversas trocas de patrocinadores e também pelo fato de Bernie Ecclestone ter vendido a antiga sede e todas as ações do time para o empresário Walter Brun, a Brabham parecia ter acabado
Porém em 1989, Brun vendeu a equipe, dessa vez para o o suíço Joachim Luhti e com isso trouxe a Brabham novamente às pistas. Entretanto o desempenho não foi muito bom, pois com uma estrutura totalmente diferente e outro pessoal de equipe, o que restava da verdadeira Brabham ainda era só o nome.
Nesse mesmo ano, a Brabham conquistou seu último pódio, foi no GP de Mônaco, com o piloto Stefano Modena.


1990 e 1991: mais decadência:
A temporada de 1990 tinha tudo para fazer o time se reerguer, mas infelizmente não foi bem assim. Os resultados não vieram e um 5° lugar foi o melhor que eles conseguiram, a inconfiabilidade do carro era enorme e os problemas financeiros só aumentavam.

Em 1991, a Brabham teria boa parte de suas ações compradas pelo japonês Koji Nakauchi e com isso trouxe o BT60Y para o grid, esse carro foi o último produzido pela equipe pois para o ano seguinte usaram o mesmo modelo. Naquele ano, Martin Brundle marcou os últimos pontos da equipe, com um 5° lugar no GP do Japão.

O fim de tudo, em 1992:



Com o caixa vazio e MUITAS dívidas, a equipe entrou na temporada de 1992 sem chance de nada. Logo na estreia, Eric van der Poele terminou na 13° e última posição daqueles que completaram a prova, sua companheira de equipe Giovanna Amati não se classificou para a prova.
A crise estava enorme, eles não conseguiram nem completar a temporada; no GP da Hungria, a três provas do fim do campeonato a equipe anunciou sua saída da F1.
 Naquele dia, com o 11° lugar de Damon Hill, a Brabham terminava seu ciclo de três décadas na categoria.
O motivo real da saída foi uma dívida do grupo Middlebridge, que administrava a parte de corridas na equipe com os fornecedores e com os acionistas do time. Além disso os pilotos não estavam recebendo direito. 
Outro fator foi que com a falta de resultados, houve falta de patrocínios e consequentemente a falta de dinheiro! 






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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

A primeira e a última vitória de um motor Honda na F1.

Apesar das passagens da Honda na F1 serem mais conhecidas pelo fato deles terem fornecido motores para equipes como Williams e McLaren, o começo e fim dessas passagens foi com uma equipe própria. Equipe essa que rendeu vitórias para os japoneses, mas isso em épocas totalmente diferentes uma da outra.  




Richie Ginther, GP do México de 1965:



Na última etapa da temporada de 1965, parecia ser mais um dia para as equipes inglesas. Jim Clark, que tinha sido campeão com antecedência marcou a pole position e parecia vencer novamente com facilidade. Porém, logo na volta 8, o motor de sua Lotus falhou e ele abandonou. Outro forte candidato à vitória era Graham Hill, mas ele também abandonou. Então a vitória parecia estar nas mãos de Dan Gurney, da Brabham, mas ele teve problemas na embreagem e com isso entregou a vitória para a Honda de Richie Ginther, que comemorou muito junto aos japoneses da Honda. Aquela foi a única vitória de uma equipe não britânica em 1965.



Jenson Button, GP da Hungria de 2006:


41 anos depois, a Honda comemoraria a sua 3° e última vitória como equipe e coincidentemente, também a última de um motor Honda.
Foi no dia 6 de Agosto de 2006, no GP da Hungria, uma corrida molhada com brilho dos monopostos japoneses. Rubens Barrichello largou em 3° e Jenson Button era para ter largado em 4°, porém com uma punição caiu para 14° no grid.
Button fez uma corrida incrível e contou com o abandono de Raikkonen, a batida de Alonso e a asa quebrada de Schumacher para cruzar a linha de chegada em primeiro!







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sábado, 16 de janeiro de 2016

Lista de equipes que já acabaram.

Atualmente 11 construtores participam do mundial de F1, porém muitos estão aí pelo fato de terem entrado com uma nova equipe ou porque adquiriram uma equipe já existente e as rebatizaram. Muitas tiveram uma participação de pouquíssima relevância. Já outras, apesar de terem acabado, ficaram na história. O fato é; todas estão na lista desse post:







  • AlemanhaAlex von Falkenhause Motorenbau (AFM)
  • Itália Alfa Romeo :10 vitórias 
  • Reino Unido Alta
  • Austrália Amon
  • Itália Andrea Moda Formula
  • Suíça Apollon
  • Reino Unido Arrows (Footwork entre 1991 e 1996)
  • Itália Arzani-Volpini
  • Reino Unido Aston Butterworth
  • Reino Unido Aston Martin
  • França Automobiles Gonfaronnaises Sportives (AGS)
  • Alemanha Auto Technisches Spezialzubehor (ATS)
  • Itália Bellasi
  • Itália Benetton :27 vitórias
  • Alemanha BMW 1 vitória
  • Países Baixos Boro
  • Austrália Brabham Racing Organizatioon :35 vitórias
  • Reino Unido Brawn GP :8 vitórias
  • Reino Unido British American Racing (BAR)
  • Reino Unido British Racing Motors (BRM) :17 vitórias
  • Reino Unido British Racing Partnership (BRP)
  • França Bugatti
  • Dinamarca Christensen
  • Itália Cisitalia
  • Itália Coloni
  • Reino Unido Connaught
  • Reino Unido Connew
  • Reino Unido Cooper :16 vitórias
  • Itália Dallara
  • Itália De Tomaso
  • Espanha Del Roy
  • Reino Unido Derrington-Francis
  • Alemanha Eifelland
  • Alemanha Eisenacher Motoren Werke (EMW)
  • Reino Unido Eagle :1 vitória
  • Reino Unido Ensign
  • Reino Unido English Racing Automobiles (ERA)
  • SuíçaEuroBrun
  • Reino Unido Ferguson
  • Brasil Copersucar Fittipaldi
  • Itália Fondmetal
  • Itália Forti-Corsi
  • Reino Unido Frazer-Nash
  • Reino Unido Fry
  • Reino Unido Gilby
  • França Gordini
  • Alemanha Greifzu
  • Estados Unidos Haas Lola ( não confundir-se com Haas F1 Team)
  • Reino Unido Hersham and Walton Motors (HWM)
  • Reino Unido Hesketh : 1 vitória
  • Reino Unido Hill
  • Espanha HRT
  • Japão Honda : 3 vitórias ( 2 na 1° passagem, entre 1964 e 1968 e 1 entre 2006-2008)
  • Reino Unido Jaguar
  • Reino Unido JBW
  • República da Irlanda Jordan Grand Prix :4 vitórias
  • Alemanha Kauhsen
  • Alemanha Klenk
  • Japão Kojima
  • Estados Unidos Kurtis Kraft
  • Rússia Kuzma
  • Itália Lancia
  • França Larrousse
  • Alemanha LDS
  • Reino Unido Lec
  • Rússia Lesovsky
  • Reino Unido Leyton House
  • Itália Life
  • França Ligier :9 vitórias
  • Reino Unido Lola 
  • Reino Unido Lotus :79 vitórias
  • Reino Unido Lyncar
  • Japão Maki
  • Reino Unido/Rússia Marussia F1 Team( Virgin entre 2010 e 2011)
  • Reino Unido March :3 vitórias
  • França Martini
  • Itália Maserati :9 vitórias
  • França Matra :8 vitórias
  • Austrália McGuire
  • Alemanha Mercedes-Benz (Hoje como Mercedes AMG Petronas) :8 vitórias
  • Itália Merzario
  • Rússia Meskowski
  • Rússia Midland F1 Racing
  • Itália Minardi
  • Itália Modena
  • Itália Officine Specializate Costruzione Automobili (OSCA)
  • Bélgica Olson
  • Reino Unido Onyx
  • Itália Osella 
  • Reino Unido Pacific Racing
  • Estados Unidos Parnelli
  • Estados Unidos Penske :1 vitória
  • Alemanha Porsche 1 vitória
  • França Prost
  • Reino Unido Protos
  • República Popular da China Rae
  • Reino Unido RAM
  • México Rebaque
  • Alemanha Rial
  • Estados Unidos Scarab
  • Reino Unido Scirocco
  • Itália Scuderia Italia (Dallara)
  • Estados Unidos Shadow
  • Reino Unido Shannon (Forti)
  • Reino Unido Simtek
  • Estados Unidos Snowberger
  • Reino Unido Spyker
  • Reino Unido Spirit
  • Canadá Stebro
  • Reino Unido Stewart Grand Prix 1 vitória
  • Japão Super Aguri Formula One
  • Reino Unido Surtees
  • Reino Unido Talbot
  • França Talbot-Lago
  • Itália Tec-Mec
  • Itália Tecno
  • República Popular da China Theodore
  • Reino Unido Token
  • Reino Unido Toleman
  • Japão Toyota
  • Reino Unido Trojan
  • Reino Unido Tyrrell 23 vitórias
  • Reino Unido Vanwall 9 vitórias
  • Estados Unidos Veritas
  • Canadá Wolf( parte da FWRC) :3 vitórias
  • Alemanha Zakspeed     






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