sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

A 1° passagem da Renault pela F1.

Recentemente a Renault anunciou a volta à categoria como equipe após 5 anos de ausência. Essa será a terceira passagem dos franceses pela F1, relembre a primeira no post de hoje:








Debute em 1977 com o V6 turbo:

Foto tirada em 2007 do RS01.


No GP da Grã Bretanha de 1977, 9° corrida daquela temporada, a Renault pôs o RS01 na pista com o piloto Jean-Pierre Jabouille, o desempenho inicialmente não era muito bom, algo comum para uma equipe estreante. Jabouille fez o 21° lugar na classificação e na corrida infelizmente abandonou com problemas de potência no turbo (Isso parece familiar em 2015, mas nesse caso, para a Honda). Ainda em 77, fizeram um desempenho discreto e abandonaram todas as quatro corridas que participaram.


Primeiros pontos em 1978:


A Renault nunca foi nanica, pois já surgiu com um grande orçamento e com ótimos profissonas. Em 1978, com o chassi e motor mais aprimorados, a confiabilidade aumentou e por isso conseguiram completar 4 das 14 corridas que participaram (ainda era ruim, mas já era uma melhora). No GP dos EUA daquele ano, Jabouille levou o carro até o final e conquistou um incrível e muito comemorado 4° lugar.

Uma nova realidade em 1979: 

Pela 1° vez a Renault entrava ''com tudo'' no campeonato, dessa vez com uma dupla de pilotos; Rene Arnoux e Jean-Pierre Jabouille. A confiabilidade, principalmente do motor continuava ruim, mas mesmo assim eles não desistiam do projeto para desenvolver um motor turbo, que quando funcionava corretamente, andava muito bem. Por isso mesmo que Jabouille conseguiu no GP da África do Sul largar em 1° pela primeira vez com a Renault. Porém, na corrida mais uma vez a inconfiabilidade veio à tona e ambos os carros abandonaram. Apesar de tudo isso, no GP da França, a Renault teve alegria em dobra correndo em casa! Jean-Pierre Jabouille fez a pole e venceu em casa, Rene Arnoux terminou em 3°, foi o primeiro pódio e vitória deles. O time somou 38 pontos (115 no sistema atual).

Tornando-se equipe grande em 1980:

Mantendo a mesma dupla de pilotos para 1980, dessa vez quem brilhou foi Arnoux, que venceu duas provas: África do Sul  e Brasil. Além disso, a Renault chegou a liderar o mundial de construtores após isso.  Jean-Pierre Jabouille venceu a 3° do ano para a equipe na Áustria e com isso a Renault terminou o ano em 4° no mundial com 38 pontos (128 no sistema atual).


A chegada do professor em 1981:


Alain Prost no GP da Holanda de 1981.



Após uma fraca temporada na McLaren em 1980, o jovem promissor Alain Prost entrou no lugar de Jean-Pierre Jabouille. Isso daria muito certo, pois com um carro mais confiável do que nunca, a Renault marcou 5 pole positions (4 de Arnoux e 2 de Prost) e venceu 3 corridas, todas com Alain. Após a temporada, a Renault figurou no pódio dos construtores, com um 3° lugar e 54 pontos somados (190 no sistema atual).


Disputando o título por fora em 1982:


Prost começou o ano com tudo, venceu as duas primeiras corridas do ano. Mas em 1982 a concorrência estava forte, Williams e Ferrari eram tão fortes quanto, McLaren, Brabham e Lotus também. Os franceses bem que tentaram, mas ao longo ano tiveram uma queda de desempenho e não puderam disputar o título até o fim. Mas esse foi um ano produtivo, foram 4 vitórias e um 4° lugar nos construtores com 62 pontos (218 no sistema atual). 


Prost X Piquet em 1983:

Para 1983 Rene Arnoux saiu da equipe e deu lugar ao americano Eddie Cheever. Prost tinha a atenção dobrada da equipe a partir daí. Correndo com o RE40, melhor carro da história da equipe, Prost disputou o título de 1983 com Nelson Piquet da Brabham até o fim da temporada. Mas por fim quem se deu bem foi o Brasileiro e Prost acabou sendo o vice-campeão. A equipe também foi vice-campeã, com 4 vitórias e 79 pontos (274 no sistema atual).


Declínio em 1984:


Derek Warwick no GP de Dallas de 1984.


Em 1984, Prost saiu da Renault e retornou para McLaren, com isso o time perdeu seu maior piloto. Além disso, o desenvolvimento dos turbos de outras equipes era melhor do que o da Renault. Patrick Tambay e Derek Warwick eram os pilotos, juntos conquistaram 4 pódios e 1 pole position, A equipe somou 34 pontos no campeonato (144 no sistema atual).


O fim, em 1985:

Sem muito ânimo da Renault de manter uma equipe de F1 e com dificuldades de desenvolver o carro, a Renault fez dois pódios em 1985, ambos no começo do ano e com Patrick Tambay. Após isso só caíram de desempenho. Terminaram em 7° no mundial de construtores, com 16 pontos (87 no sistema atual). 
Por isso tudo, saíram da categoria discretamente e só voltariam como equipe 17 anos depois. Mas isso é assunto para o próximo post da série, que será nesse domingo!










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