quarta-feira, 24 de junho de 2015

Os 10 piores acidentes fatais da história da Fórmula 1.


   Apesar de sempre trazer posts com conteúdos mais agradáveis, desta vez trago algo que não é tão legal assim, mas é bom ser lembrado, estou falando de mortes na Fórmula 1, até hoje 40 pilotos já morreram na Fórmula 1, entre 1952 e 1994, desde então nunca mais houve acidentes fatais e tomara que isso não volte a acontecer jamais, porém houve 10 acidentes que são considerados piores e mais marcantes, por isso fiz um Top 10 de mortes na Fórmula 1, vamos lá, está dada a largada para mais um post!








                                                                         

* não conto a morte de Jim Clark, por ter sido numa corrida de F2.

10°: Liugi Musso:



O italiano Luigi Musso morreu no GP da França de 1958 no dia 4 de Julho, após perder o controle de sua Ferrari e bater num pilar que estava ao lado da pista, o carro do italiano foi despedaçado numa altíssima velocidade, o corpo do piloto com o impacto voou para fora do carro e foi arremessado por metros, Musso foi levado para o hospital, mas morreu. Acidente esse que foi tão grave na época que motivou o abandono de Juan Manuel Fangio da Fórmula 1, em forma de protesto.



corpo de Musso ao chão


Notícia do jornal Folha de são Paulo sobre o fato.




9° :François Cévert 


François Cevért morreu no GP dos Estados Unidos de 1973, última etapa daquela temporada, no dia 6 de Outubro, após bater contra um Guard-Rail no circuito de Watkins Glen, quando perdeu o controle do carro em uma parte lisa da pista, batendo num angulo de 90° com uma força G enorme, causando capotamento de carro e fazendo com que Cévert fosse degolado e morresse na hora.   



8° :Jochen Rindt

                                                                                 

Jochen Rindt morreu no dia 5 de Setembro de 1970, no GP da Itália, pois após perder o controle e colidir com um muro à esquerda da reta antes próximo a curva parabólica, após o choque o carro rodou e capotou, além de muitas partes do carro terem entrado no tórax e abdômen de Rindt, ele estava sem sinto de segurança, por opção própria, Jochen ainda foi resgatado, mas morreu logo depois. Talvez a causa do acidente foi a baixa Downforce, pois Rindt decidiu correr sem a asa traseira, com intuito de ter mais velocidade nas retas de Monza.


7°: Roland Ratzenberger


Roland Rtzenberger morreu no dia 30 de Abril de 1994, no GP de San Marino, após a asa traseira do austríaco soltar-se e fazer com que seu carro perdesse o controle rapidamente na curva, então Roland foi arremessado a quase 300 km/h no muro com uma altíssima força G, o piloto quebrou o pescoço e morreu na hora, embora o laudo médico ter dito que Ratzenberger foi levado ao hospital com vida.


6°: Roger Williamson


Roger Williamson morreu no dia 29 de Julho de 1973, no GP da Holanda.

Laudo do acidente e morte:

Durante a corrida, o pneu do carro de Williamson estourou; seu carro bateu no muro de contenção e foi arrastando-se por 275 metros, quando atravessou a pista e finalmente estacionou no muro de contenção oposto. Durante o arrasto, o tanque riscou o asfalto, efeito similar ao de um palito de fósforo sendo friccionado contra a caixa. O carro parou de cabeça para baixo, impossibilitando a saída de Williamson. Seu compatriota e amigo David Purley, embora não sendo da mesma equipe, abandonou sua própria corrida na tentativa desesperada de resgatar o amigo.
Williamson não sofreu maiores escoriações na batida, e ouviram-o gritando por Purley para tirá-lo do carro, virando o mesmo. Inicialmente os comentaristas da TV holandesa, os fiscais de prova e os outros pilotos pensaram que o carro ali destroçado era de Purley, vendo-o tentando virar o carro, concluíram que o piloto estava bem. Resultado: a corrida prosseguiu tranquilamente, enquanto Purley tentava salvar seu amigo.
Desesperado, Purley gesticulava pedindo ajuda aos comissários (que pouco mais podiam fazer do que olhar) e tentou até desvirar o carro sozinho. Ao perceber que nada mais poderia ser feito por Williamson, Purley caminhou desolado, a esmo, chegando a ficar no meio da pista, com os demais pilotos passando em alta velocidade. Detalhe: a corrida prosseguiu normalmente - o máximo que se fez nessa situação foi sinalizar o local com bandeira amarela.
Como não poderia deixar de ser, os organizadores holandeses foram acusados de incompetentes para baixo. Anos depois, surgiu uma versão de que o diretor de prova havia olhado de seu posto para o local do acidente com um binóculo (lembrem-se de que não havia ainda o aparato televisivo de hoje). Ao ver um piloto andando perto do carro em chamas, o diretor teria concluído que tudo estava bem e que os danos eram apenas materiais - daí a decisão de não paralisar a corrida. Verdade ou não, o fato é que Williamson morreu asfixiado.

Fonte do laudo:https://pt.wikipedia.org/wiki/Roger_Williamson


5°: Lorenzo Bandini


Lorenzo Bandini morreu no dia 10 de maio de 1967, no GP de Mônaco, após bater na curva logo depois da curva Tabac, a batida não foi grave, mas seu carro ficou em chamas e queimou quase todo seu corpo, Bandini ainda foi levado ao hospital vivo e consciente, mas devido a hemorragias internas faleceu 3 dias depois, a causa do acidente foi o cansaço, causado pela longa duração das corridas na época, que já estava na volta 83 após 2 horas e meia, a corrida na época tinha 100 voltas, o que contribuiu para que já no ano seguinte fosse implantada a regra de duas horas, ou 300 km mais uma volta, como até hoje.


4°: Ronnie Peterson


Ronnei Peterson morreu no dia 11 de setembro de 1978, no GP da Itália 

Laudo da morte segundo os sites ''Atlas f1'' e ''Wikipedia.org''
Foi exatamente nesta corrida que estreou na F-1 o semáforo, em substituição ao antigo método de largada em que se baixava uma bandeira com as cores do país-sede do GP. No entanto, o diretor da prova, Gianni Restelli, atrapalhou-se com a novidade: antes que os carros das últimas filas do grid houvessem parado, foi acionada a luz verde. Os pilotos que vinham de trás, portanto, arrancaram em maior velocidade, o que fez com que todos os carros chegassem juntos ao ponto em que a reta se estreitava antes da Chicane Goodyear. Alguns carros se tocaram, e o Lotus de Peterson foi jogado para fora da pista, ao encontro do ''guard-rail''. O choque danificou seriamente a parte dianteira do Lotus e rompeu os tanques de combustível, causando um grande incêndio. Peterson foi tirado do carro com graves ferimentos nas pernas, por bombeiros e outros pilotos, e foi internado. Os primeiros procedimentos médicos no atendimento incluíram a amputação do pé esquerdo do piloto. No dia seguinte, Ronnie Peterson faleceu, vítima de embolia causada pelas fraturas. Ele tinha 34 anos de idade.

   


3°: Gilles Villeneuve


Gilles Villeneuve morreu no dia 9 de maio de 1982, no GP da Bélgiica, após tocar-se com a March de Jochen Mass, que voltava aos boxes no treino classificatório, acidente similar ao de Mark Webber e Heiki Kovalainen em 2010, só que como em 1982 a segurança era bem pior, o carro capotou como uma caixa, arremessando Gilles para fora do carro, despedaçando o seu corpo, Villeneuve morreu na hora.




2°: Wolfgang von Trips


Wolfgang von trips morreu no dia 10 de Setembro de 1961, no GP da Itália, após ser tocado na traseira do carro por Jim Clark e arremessado para fora da pista, entre a 1° e 2° curva de Lesmo, num raio de 7 metros da pista havia uma cerca onde o público assistia a prova, quando o carro de Von Trips saiu da pista, bateu contra aquelas pessoas, 14 delas também morreram, o corpo de Von Trips foi arremessado para fora do carro e ele morreu após sofrer uma hemorragia interna.


  



1°: Ayrton Senna


Ayrton Senna morreu no dia 1 de maio de 1994, no GP de San Marino, a causa do acidente  oficialmente ainda é um mistério. alguns falam em quebra da barra da direção que foi soldada antes da corrida (hipótese mais provável), alguns dizem que foi falha nos freios ou suspensão, algumas teorias da conspiração dizem que foi suicídio, mas isso seria loucura de pensar, já a causa da morte é simples, o carro de Senna perdeu o controle na curva Tamburello e chocou-se contra o muro, a barra de direção atravessou o capacete e entrou na parte frontal da cabeça de Ayrton, apesar da morte ter sido instantânea, o laudo médico só apontou Senna como morte 3 horas depois.








Em busca de dias mais seguros:

A Fórmula 1 hoje quer buscar mais atratividade, muitos dizem que se ficar mais perigoso seria mais interessante, acho isso uma falácia, pois tornar mais perigoso pode causar tragédias como as do passado que vimos neste post, creio eu que não há ainda toda segurança suficiente, não por parte dos carros e sim dos autódromos, que se fossem mais seguros, poderiam ter evitado o acidente de Jules Bianchi ano passado, para mim seria uma regressão deixar mais perigoso algo que vem sendo aprimorado a anos, infelizmente graças as tragédias, a segurança em pista, seria algo irresponsável por parte dos dirigentes da Fórmula 1 permitir algo como isso, na minha opinião!







bem e você, o que acha da segurança atual da Fórmula 1?

Infelizmente nem todas as nossas memórias são de felicidade, as vezes estas tragédias têm que ser lembradas!


Até sexta-feira com mais um post!